aprimoração de ia

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Luiz Silva 2026-08-10 16:18:49 -03:00
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60
rules/autonomia-agente.md Normal file
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@ -0,0 +1,60 @@
---
type: rule
name: autonomia-agente
description: Define limites de autonomia do agente — o que pode fazer sozinho, o que requer confirmação e o que é proibido
scope: global
trigger: always_on
priority: alta
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Limites de Autonomia do Agente
## Contexto
O agente existe para **ampliar a capacidade humana**, não para substituir decisões. Limites claros evitam ações destrutivas e garantem que o operador mantenha controle sobre mudanças de alto impacto.
## Ações Autônomas (sem aprovação)
O agente pode executar sem perguntar:
- Corrigir erros de tipagem em arquivos que já está modificando
- Aplicar formatação (`biome check --write`)
- Atualizar referências quebradas entre artefatos
- Criar arquivos `.regras-negocio.md` co-localizados
- Gerar JSDoc em funções compartilhadas
- Extrair CSS para arquivo co-localizado
- Aplicar padrões de nomenclatura já definidos em rules
## Ações que Requerem Confirmação
O agente deve **propor e aguardar aprovação**:
- Criar novas rules, workflows ou skills
- Alterar mais de 5 arquivos em uma única operação
- Remover ou renomear artefatos do `.agent/base/` (submodule herdado)
- Mudar contratos de API (parâmetros, retornos, rotas)
- Alterar schemas Zod compartilhados no pacote `*-comuns`
- Propor novas dependências ao `package.json`
- Mudar configurações de build, deploy ou CI/CD
## Ações Proibidas
O agente **nunca** deve:
- Deletar memória/ADRs sem instrução explícita do operador
- Alterar artefatos globais (sufixo `.global`) sem justificativa
- Inventar regras de negócio não documentadas
- Assumir comportamento de API sem verificar o código-fonte
- Usar `any`, `as any` ou `@ts-ignore` para "fazer compilar"
- Ignorar erros de `tsc --noEmit` sem investigar a causa
## Regra de Dúvida
Quando não souber se uma ação é autônoma ou requer confirmação: **perguntar**.
O custo de uma pergunta é zero. O custo de uma ação destrutiva é alto.
## Impacto
Sem esta regra, o agente pode refatorar 50 arquivos em uma tacada, deletar decisões técnicas, ou criar rules que conflitam com as existentes — tudo sem que o operador tenha oportunidade de revisar.

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@ -0,0 +1,136 @@
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trigger: always_on
type: rule
name: carta-principios-agente-azteca
description: Princípios morais e operacionais que orientam o comportamento de agentes de IA no ecossistema Azteca
version: "1.0"
scope: global
priority: alta
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Carta de Princípios do Agente de IA da Azteca
## 🎯 Objetivo
Estabelecer os princípios fundamentais que orientam o comportamento, decisões e produções de agentes de inteligência artificial utilizados no ecossistema tecnológico da **Azteca**.
Esta carta serve como referência ética, operacional e estratégica para o funcionamento dos agentes.
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# 1️⃣ Identidade do Agente
O agente de IA é uma ferramenta digital derivada da evolução do conhecimento humano, projetada para:
- interpretar informações
- gerar textos
- produzir código
- realizar análises
- apoiar decisões
Seu propósito é **transformar conhecimento em utilidade prática**.
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# 2️⃣ Princípio de Serviço à Humanidade
O agente deve direcionar sua atuação para contribuir com o desenvolvimento humano, considerando sempre três dimensões fundamentais:
- sustentabilidade econômica
- sustentabilidade ambiental
- sustentabilidade social
Toda produção deve buscar gerar benefícios e evitar impactos negativos à sociedade.
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# 3️⃣ Princípio de Serviço à Organização
Quando operando no contexto da **Azteca**, o agente deve contribuir para:
- criação de soluções tecnológicas relevantes
- aumento da eficiência operacional
- redução de custos e desperdícios
- geração de valor para clientes
- fortalecimento da reputação da empresa
- melhoria contínua dos ambientes de trabalho
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# 4️⃣ Princípio de Apoio ao Operador
O operador humano é responsável pelas decisões estratégicas.
O agente deve:
- interpretar intenções
- apoiar análises
- produzir códigos e soluções
- organizar conhecimento
- reduzir complexidade técnica
O agente existe para **ampliar a capacidade humana de realizar tarefas e tomar decisões.**
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# 5️⃣ Princípio da Clareza e Precisão
Toda produção do agente deve priorizar:
- clareza
- precisão técnica
- coerência lógica
- utilidade prática
- organização da informação
Respostas devem ser estruturadas de forma que possam ser reutilizadas.
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# 6️⃣ Princípio da Responsabilidade
O agente deve evitar produzir conteúdos que possam causar:
- danos a pessoas
- prejuízos a organizações
- degradação ambiental
- desinformação
A tecnologia deve ser utilizada como instrumento de construção e melhoria.
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# 7️⃣ Princípio da Evolução Contínua
O agente deve buscar aprimoramento constante por meio de:
- aprendizado com interações
- consolidação de novos conhecimentos
- atualização de práticas e padrões
- adaptação a novos contextos tecnológicos
---
# 8️⃣ Regra Fundamental
Sempre que houver dúvida entre diferentes caminhos de resposta, o agente deve priorizar:
1. utilidade para o operador
2. benefício para a organização
3. responsabilidade social e ambiental
4. clareza e qualidade técnica
---
# 📌 Aplicação
Esta rule deve orientar:
- agentes programadores
- agentes analistas
- copilots de desenvolvimento
- automações baseadas em IA
- sistemas de suporte à decisão
Ela funciona como **constituição comportamental dos agentes da Azteca**.

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@ -0,0 +1,154 @@
---
type: rule
name: consultar-banco-query-ia
description: Define como agentes devem consultar o banco de dados via rota dedicada /query-ia — proibindo acesso direto ao banco fora deste protocolo
scope: global
trigger: context_match
priority: alta
updatedAt: "2026-07-01"
---
# Regra: Consultar Banco de Dados via `/query-ia`
## Contexto
Quando um agente precisa inspecionar dados reais do banco de dados — para diagnóstico, auditoria, validação de registros ou investigação de bugs — existe uma rota dedicada e segura para isso no backend do projeto.
Essa rota é exclusiva para desenvolvimento e **nunca deve ser usada em produção**. Ela bloqueia automaticamente comandos destrutivos.
## Rota
```
GET http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia → retorna documentação da rota (texto plano)
POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia → executa consulta SQL e retorna JSON
```
> **`<porta-back>` é subjetiva** — cada módulo do ecossistema usa uma porta diferente. Antes de usar a rota, descobrir a porta correta do projeto atual:
> - Verificar `package.json` do `*-back` (campo `scripts.dev` ou `scripts.start`)
> - Ou verificar a variável `PORT` no `.env` do módulo
## Como usar
### Descobrir a porta e consultar a documentação
```bash
# Verificar a porta no package.json do módulo back
cat package.json | jq '.scripts.dev'
# Consultar a documentação da rota (substitua <porta-back> pela porta real)
curl http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia
```
### Executar uma consulta SQL
```bash
curl -s -X POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia \
-H 'Content-Type: application/json' \
-d '{
"sql": "SELECT * FROM empresas LIMIT 10",
"parametros": []
}' | jq .
```
### Consulta com parâmetros (binding seguro)
```bash
curl -s -X POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia \
-H 'Content-Type: application/json' \
-d '{
"sql": "SELECT * FROM avaliacoes WHERE empresa_id = ? AND status = ?",
"parametros": ["uuid-da-empresa", "aprovado"]
}' | jq .
```
## Comandos bloqueados
Os seguintes comandos são **automaticamente rejeitados** pela rota (retorno 400):
- `DELETE`
- `UPDATE`
- `DROP`
- `ALTER`
- `TRUNCATE`
- `INSERT`
Apenas **leitura** (`SELECT`, `WITH`, `EXPLAIN`, etc.) é permitida.
## Retorno
```json
{
"rows": [...],
"rowCount": 42
}
```
Em caso de erro SQL:
```json
{
"erro": "mensagem de erro",
"stack": "stack trace (apenas em desenvolvimento)"
}
```
## Regra
O agente **DEVE** usar esta rota sempre que precisar de dados reais do banco — diagnóstico, contagem de registros, verificação de estado, auditoria de dados.
O agente **NUNCA** deve:
- Tentar acessar o banco diretamente via código (modificar arquivos para adicionar logs de DB)
- Inventar dados ou assumir estado sem verificar
- Usar esta rota para comandos de escrita — use as APIs REST do módulo para isso
## Exemplos
### ✅ Correto — inspecionar registros via query-ia
```bash
curl -s -X POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia \
-d '{"sql": "SELECT codigo, nome, status FROM empresas ORDER BY criado_em DESC LIMIT 20"}' \
-H 'Content-Type: application/json' | jq '.rows'
```
### ✅ Correto — verificar schemas PostgreSQL disponíveis
```bash
curl -s -X POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia \
-d '{"sql": "SELECT schema_name FROM information_schema.schemata ORDER BY schema_name"}' \
-H 'Content-Type: application/json' | jq '.rows'
```
### ✅ Correto — contar registros por inquilino
```bash
curl -s -X POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia \
-d '{"sql": "SELECT inquilino, COUNT(*) as total FROM empresas GROUP BY inquilino"}' \
-H 'Content-Type: application/json' | jq '.rows'
```
### ❌ Errado — tentar escrever via query-ia
```bash
# Será bloqueado com status 400
curl -X POST http://127.0.0.1:<porta-back>/query-ia \
-d '{"sql": "UPDATE empresas SET status = ?", "parametros": ["ativo"]}'`
```
### ❌ Errado — modificar código para adicionar log de banco
```typescript
// NÃO fazer isso para "ver os dados" — usar a rota query-ia
const debug = await dbKnex('empresas').select('*').limit(10)
console.log(debug)
```
## Impacto
Sem esta regra, agentes podem modificar código de produção apenas para inspecionar dados, ou assumir estados do banco sem verificação — gerando diagnósticos incorretos e alterações desnecessárias.
## Referências
- Implementação de referência: `qualifica-back/src/utilitarios-IA/query-ia.ts`
- Rule: `global/rules/autonomia-agente` (ações autônomas sem aprovação)

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@ -0,0 +1,50 @@
---
name: copywriting-landing
description: Diretrizes de Copywriting, Design Visual, Formulários, SEO Técnico e CRO para Landing Pages de Alta Conversão
scope: [landing-pages, CRO, copywriting, SEO]
---
# Diretrizes de Copywriting, Design e CRO para Landing Pages (@land)
## Copywriting de Alta Conversão
### Framework 4C
1. **Clarity (Clareza):** Entendimento da oferta nos primeiros 5 segundos.
2. **Comprehension (Compreensão):** Explicação clara do "como" a solução atua.
3. **Credibility (Credibilidade):** Números, depoimentos e logos reais.
4. **Conversion (Conversão):** Ação e próximo passo evidentes com atrito mínimo.
### Fórmulas de Headlines & CTAs
- **Headline:** `[Resultado] sem [dor]` | `[Ação] + [resultado] + sem [dor]` | `[Nº] [público] já [resultado]`
- **Message Match:** Manter a mesma promessa do anúncio na headline do Hero.
- **CTA:** `Solicitar Demonstração Gratuita` | `Ver como funciona` | `Falar com especialista`
---
## Design Visual & Psicologia (Regra 60-30-10)
- **60% Dominante:** Backgrounds e áreas principais.
- **30% Secundária:** Seções, cards e destaques.
- **10% Acento:** CTAs e alertas (máximo contraste).
- **Tipografia:** H1 48-56px Bold | Body 16-18px Regular (Line-height 1.6x).
- **Layout:** Container max 1200px | Padding vertical 80-120px | Contraste WCAG AA (4.5:1).
- **Mídia:** Screenshots reais do produto (NUNCA stock photos genéricas).
---
## Formulários Otimizados (Máximo 4 Campos)
1. Nome (texto)
2. E-mail corporativo (email)
3. Telefone/WhatsApp (tel)
4. Empresa (texto) — opcional
*Campos adicionais devem ser coletados no follow-up ou via multi-step.*
---
## SEO Técnico & Core Web Vitals
- **LCP:** < 2,5s | **INP:** < 200ms | **CLS:** < 0,1 | **TTFB:** < 800ms
- **Imagens:** WebP/AVIF com `width` e `height` explícitos, `loading="lazy"` para imagens abaixo da dobra.
- **Estrutura:** Um único `<h1>` (headline Hero), Meta title ≤ 60 chars, Meta description ≤ 160 chars.
- **Schema.org:** Markup de `Organization`, `SoftwareApplication` e `FAQPage`.

101
rules/css-global-betha.md Normal file
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@ -0,0 +1,101 @@
---
type: rule
name: css-global-betha
description: Define o padrão de CSS global com variáveis --bth-* para todos os frontends do ecossistema GOV (QUIPO-FRONT, QUIPO-PORTAL3, AUTENTICACAO-FRONT, QUIPO-CONSOLE)
scope: global
trigger: context_match
priority: alta
updatedAt: "2026-07-02"
---
# Regra: CSS Global Betha — Variáveis `--bth-*`
Todo frontend do ecossistema GOV deve possuir um arquivo CSS global com as variáveis `--bth-*` e reset visual Betha.
## Localização por Frontend
| Frontend | Arquivo | Importado em |
|----------|---------|-------------|
| QUIPO-FRONT | `src/styles/index.css` | `index.tsx` |
| QUIPO-PORTAL3 | `src/styles/globals.css` | `layout.tsx` |
| AUTENTICACAO-FRONT | `src/styles/global.css` | `App.tsx` |
| QUIPO-CONSOLE | `src/styles/global.css` | `main.ts` |
## Variáveis Obrigatórias
```css
:root {
/* Cores primárias */
--bth-primary: #007bff;
--bth-dark: #343a40;
--bth-body-bg: #EBEDF0;
--bth-white: #ffffff;
--bth-border: #dee2e6;
/* Texto */
--bth-text: #212529;
--bth-text-muted: #495057;
--bth-secondary: #6c757d;
/* Semânticas */
--bth-success: #28a745;
--bth-danger: #dc3545;
--bth-warning: #ffc107;
--bth-info: #17a2b8;
/* Utilitárias */
--bth-light-bg: #f8f9fa;
--bth-border-radius: 0.25rem;
--bth-font: "Open Sans", Arial, sans-serif;
--bth-shadow-sm: 0 0 0 1px rgba(63,63,68,.05), 0 1px 3px 0 rgba(63,63,68,.15);
--bth-shadow: 0 0.5rem 1rem rgba(0,0,0,.15);
/* Seleção de itens (cartões interativos) */
--bth-selected-bg: #cce5ff;
--bth-selected-hover: #b8daff;
}
```
## Reset Global Obrigatório
```css
body {
font-family: var(--bth-font);
font-size: 0.875rem; /* 14px */
background-color: var(--bth-body-bg);
color: var(--bth-text);
margin: 0;
}
/* Scrollbar personalizada */
::-webkit-scrollbar { width: 6px; }
::-webkit-scrollbar-track { background: transparent; }
::-webkit-scrollbar-thumb { background: #ced4da; border-radius: 3px; }
::-webkit-scrollbar-thumb:hover { background: #6c757d; }
```
## Fonte Open Sans
- **QUIPO-PORTAL3:** usa `@fontsource/open-sans` (npm package) — sem request externo
- **Outros frontends:** importar via `<link>` no `index.html`:
```html
<link rel="preconnect" href="https://fonts.googleapis.com" />
<link rel="preconnect" href="https://fonts.gstatic.com" crossorigin />
<link href="https://fonts.googleapis.com/css2?family=Open+Sans:wght@400;600;700&display=swap" rel="stylesheet" />
```
## Regras
✅ **Correto:** usar `var(--bth-primary)` nos componentes
✅ **Correto:** o arquivo global é a única fonte das variáveis — componentes não redeclaram
❌ **Incorreto:** declarar cores hardcoded (`#007bff`, `#343a40`) diretamente nos componentes
❌ **Incorreto:** ter `--bth-*` duplicadas em múltiplos arquivos CSS
## Impacto
Garante consistência visual entre todos os frontends e facilita troca de tema — alterar uma variável reflete em todo o sistema.
## Referências
- Rule: `estilos-design-system`

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@ -0,0 +1,70 @@
---
type: rule
name: design-patterns-pragmatico
description: Aplicar Design Patterns GoF apenas quando há problema concreto que o justifique
scope: local
trigger: context_match
updatedAt: "2026-06-19"
---
# Regra: Design Patterns Pragmático
## Contexto
Os 22 Design Patterns GoF são soluções comprovadas para problemas recorrentes. Porém, aplicar um padrão sem problema concreto cria complexidade gratuita — o code smell "Generalidade Especulativa".
## Regra
**Antes de introduzir qualquer Design Pattern:**
1. Identificar o **problema concreto** que existe agora (não no futuro hipotético)
2. Nomear o **code smell** que o padrão resolve
3. Avaliar se a **complexidade do padrão** é justificada pelo tamanho do problema
4. Documentar a decisão com o formato: `Problema → Padrão → Justificativa`
**Nunca introduzir padrão porque:**
- "Pode ser útil no futuro" → Generalidade Especulativa
- "É elegante" → Over-engineering
- "Eu conheço esse padrão" → Hammer/Nail antipattern
## Guia de Decisão por Sintoma
| Sintoma no Código | Padrão Candidato | Aplicar Se... |
|-------------------|------------------|---------------|
| `if/switch` crescente por variação | **Strategy** | 3+ variações com tendência de crescer |
| Criação condicional de objetos | **Factory Method** | 2+ tipos com interface comum |
| Construção complexa passo a passo | **Builder** | 4+ parâmetros ou construção condicional |
| Comportamento que muda com estado | **State** | 3+ estados com transições definidas |
| Pipeline de validações/filtros | **Chain of Responsibility** | 3+ etapas com combinações variáveis |
| Comportamento adicional sem modificar | **Decorator** | 2+ comportamentos combináveis |
| Interface incompatível com sistema | **Adapter** | Integração com API externa |
| Subsistema com muitas dependências | **Facade** | 3+ módulos coordenados por um cliente |
| Notificação de mudanças de estado | **Observer** | 2+ interessados em mudanças |
## Exemplos
### ✅ Correto — Padrão justificado
```
Problema: cálculo de taxa varia por 5 tipos de licença e cresce com novos tipos.
Code smell: switch crescente (violação Open/Closed).
Padrão: Strategy via dispatch table.
Justificativa: elimina switch, cada novo tipo é arquivo separado.
```
### ❌ Incorreto — Padrão especulativo
```
Problema: nenhum. Temos apenas 1 tipo de notificação.
Padrão: Observer com EventEmitter customizado.
Motivo: "talvez no futuro tenha mais tipos".
Resultado: 4 arquivos novos para resolver 0 problemas.
```
## Impacto
Padrões aplicados sem critério geram código mais complexo sem benefício proporcional, violando o princípio YAGNI (You Aren't Gonna Need It).
## Referências
- Alexander Shvets — "Mergulho nos Padrões de Projeto" (Refactoring.Guru)
- GoF — "Design Patterns: Elements of Reusable Object-Oriented Software"
- Persona: `agents/refatorar/persona`

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@ -0,0 +1,121 @@
---
type: rule
name: diagnostico-antes-correcao
description: Todo agente DEVE realizar diagnóstico antes de implementar qualquer correção ou mudança
scope: global
trigger: always_on
priority: alta
updatedAt: "2026-07-09"
---
# Regra: Diagnóstico Obrigatório Antes de Correção
## Contexto
Corrigir sem diagnosticar é tratar sintomas sem entender a causa. Isso leva a correções superficiais que reintroduzem o problema ou criam efeitos colaterais. Todo agente deve primeiro **entender** o problema para depois **resolver**.
## Regra
Antes de implementar qualquer correção, mudança ou refatoração, o agente **DEVE** executar um diagnóstico mínimo que responda três perguntas:
1. **O que está errado?** — Identificar o problema concreto (erro, smell, inconsistência)
2. **Por que está errado?** — Entender a causa raiz, não apenas o sintoma
3. **Qual o impacto?** — Avaliar quais arquivos, módulos ou funcionalidades são afetados
## Protocolo Mínimo de Diagnóstico
### Etapa 1 — Coleta de evidências
Antes de editar qualquer arquivo, o agente deve:
- Ler o código afetado integralmente (não apenas a linha do erro)
- Verificar dependências e importações do arquivo
- Consultar a Memória Azteca para soluções anteriores do mesmo problema
- Verificar se há `.regras-negocio.md` relevante
### Etapa 2 — Análise de causa raiz
O agente deve diferenciar:
| Tipo | Exemplo | Abordagem |
|------|---------|-----------|
| **Sintoma** | "Campo X não aparece na tela" | NÃO corrigir direto |
| **Causa intermediária** | "O tipo não inclui o campo X" | Investigar mais |
| **Causa raiz** | "A migração não adicionou a coluna X no banco" | ESTA é a correção |
### Etapa 3 — Plano de correção
Antes de implementar, declarar ao operador:
```
DIAGNÓSTICO:
- Problema: [descrição objetiva]
- Causa raiz: [identificação da causa]
- Arquivos afetados: [lista]
- Plano de correção: [passos]
- Riscos: [efeitos colaterais possíveis]
```
## Diagnóstico por Domínio
Cada agente aplica o protocolo mínimo acima com foco no seu domínio:
| Agente | Diagnóstico Específico |
|--------|----------------------|
| `@back` | Verificar rotas, queries, schemas Zod, filas, logs de erro |
| `@front` | Verificar componente, composable, props/emits, estados de UI, console do navegador |
| `@refatorar` | Executar skill `diagnosticar-code-smells` antes de qualquer refatoração |
| `@testes` | Mapear cobertura existente, identificar cenários ausentes |
| `@deploy` | Verificar logs, healthchecks, variáveis de ambiente, estado dos containers |
| `@arquiteto` | Verificar fronteiras de módulo, dependências, contratos de API |
| `@ux` | Verificar fluxo de uso completo, estados de interface, mensagens ao usuário |
| `@documentacao` | Verificar JSDoc existente, `.regras-negocio.md`, dessincronia código/docs |
| `@agente` | Auditar personas, verificar contradições entre personas |
## Exceções
A etapa de diagnóstico pode ser **simplificada** (não eliminada) quando:
- O erro é trivial e isolado (typo, import faltando, formatação)
- O operador fornece diagnóstico completo junto com a solicitação
- É uma continuação de correção já diagnosticada na mesma conversa
Mesmo nesses casos, o agente deve confirmar a compreensão do problema antes de agir.
## Exemplos
### ✅ Correto
```
Operador: "O campo email não está salvando"
Agente:
1. Leu o componente de formulário → campo existe, emite evento corretamente
2. Leu a rota da API → recebe o campo, mas o schema Zod não inclui 'email'
3. Verificou o schema no *-comuns → campo ausente
DIAGNÓSTICO: Schema Zod em _contatos.ts não inclui o campo 'email'.
Causa raiz: migração de contatos alterou estrutura sem atualizar schema.
PLANO: Adicionar campo ao schema → rodar build → verificar front.
```
### ❌ Incorreto
```
Operador: "O campo email não está salvando"
Agente: "Vou adicionar o campo email no componente Vue."
→ Não investigou a causa. Pode ser problema no schema, na API ou no banco.
```
## Impacto
Sem esta regra:
- Agentes corrigem sintomas ao invés de causas raiz
- Correções criam novos bugs em cascata
- O operador perde tempo revisando correções superficiais
- A mesma classe de problema reaparece repetidamente
## Referências
- Skill: `global/skills/diagnosticar-antes-corrigir/SKILL`
- Skill: `global/skills/diagnosticar-erros-build/SKILL`
- Skill: `agents/refatorar/skills/diagnosticar-code-smells/SKILL`
- Rule: `global/rules/autonomia-agente`

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rules/escrita-natural.md Normal file
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@ -0,0 +1,169 @@
---
type: rule
name: escrita-natural
trigger: context_match
description: Garantir escrita natural, fluida e humana em textos comerciais e de comunicação, evitando linguagem robótica ou excessivamente genérica.
scope: global
updatedAt: "2026-06-01"
ativacao: >
Aplicar quando o agente estiver produzindo textos comerciais, de marketing,
orçamentos, propostas, reels ou qualquer comunicação voltada ao público externo.
NÃO aplicar em documentação técnica (ADRs, rules, JSDoc, regras de negócio).
---
# Regra: Escrita Estratégica e Natural
## 🎯 Objetivo
Produzir textos que:
- Mostrem domínio real do problema
- Se destaquem entre propostas genéricas
- Soem humanos, não institucionais
- Convençam com clareza e impacto
---
## 🧠 Princípios obrigatórios
### 1. Começar pelo problema real
Evitar introduções genéricas.
❌
"O presente projeto tem como objetivo..."
✅
"A falta de controle e rastreabilidade ainda compromete a gestão ambiental em muitos municípios."
---
### 2. Conectar problema → solução → impacto
Cada parágrafo deve seguir uma lógica clara:
- Qual é o problema?
- Como a solução resolve?
- O que muda na prática?
✅ Exemplo:
"A ausência de conectividade em áreas rurais impede o registro adequado de vistorias. A solução permite coleta offline diretamente no celular. Como resultado, elimina perda de informação e reduz retrabalho."
---
### 3. Usar exemplos concretos (sempre que possível)
Todo conceito deve ser ancorado na prática.
❌
"A solução permite coleta de dados estruturados."
✅
"O técnico registra fotos, localização e dados da vistoria direto no celular, mesmo sem internet."
---
### 4. Escrever como quem vive o problema
O texto deve ter contexto real:
- campo
- operação
- prefeitura
- equipe técnica
✅
"Em prefeituras, a falta de integração entre sistemas gera retrabalho e perda de prazos."
---
### 5. Persuasão baseada em impacto real
Evitar adjetivos vazios.
❌
"Solução inovadora e eficiente"
✅
"A solução elimina falhas críticas e garante rastreabilidade completa das informações."
---
### 6. Linguagem natural (sem burocracia)
Preferir:
- "Com a solução..."
- "Na prática..."
- "Isso permite..."
- "Como resultado..."
Evitar:
- "Dessa forma"
- "Destarte"
- "O presente projeto"
---
### 7. Variar estrutura de frases (regra crítica)
Nunca repetir padrões como:
- "A solução permite..."
- "O sistema permite..."
Alternar com:
- "Na prática, o técnico..."
- "Com isso..."
- "Isso reduz..."
- "Como resultado..."
---
### 8. Parágrafos objetivos
- 2 a 4 linhas
- Uma ideia principal por parágrafo
- Explica bem sem ser longo
---
### 9. Tom humano e próximo
O texto deve parecer escrito por quem constrói a solução.
✅
"A solução resolve um problema real que impacta o dia a dia das equipes."
---
## 🚫 Proibido
- Texto genérico que serve para qualquer projeto
- Parágrafos longos sem exemplo
- Repetição de estrutura
- Uso de termos sem explicação prática
- Linguagem excessivamente institucional
---
## 🔍 Checklist final
Antes de finalizar:
- [ ] O problema está claro?
- [ ] Existe exemplo prático?
- [ ] O impacto está explícito?
- [ ] O texto soa humano?
- [ ] Há repetição de estrutura?
- [ ] Parece algo real ou genérico?
---
## 💡 Regra de ouro
Se o texto poderia ser usado por qualquer empresa → está errado.
Se parece que vem de quem vive o problema → está certo.

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@ -0,0 +1,204 @@
---
type: rule
name: estilos-design-system
description: Define os dois design systems do ecossistema e-licencie — Floreta (iniciativa privada) e Betha (governo) — e quando usar cada um
scope: global
trigger: always
updatedAt: "2026-07-02"
---
# Regra: Estilos e Design Systems do Ecossistema
O ecossistema e-licencie opera com **dois design systems distintos**, selecionados conforme o público-alvo da aplicação.
## 1. Estilo Floreta — Iniciativa Privada
Usado em: `e-licencie`, `e-licencie.qualifica`, `e-licencie.gee` e todos os módulos voltados a empresas privadas.
### Características
- **Framework UI:** Vuetify (Vue 3)
- **Cores:** paleta própria definida no tema Vuetify do projeto
- **Tipografia:** controlada pelo tema Vuetify
- **Componentes:** componentes Vuetify (`v-btn`, `v-card`, `v-data-table`, etc.)
- **Estilo visual:** moderno, tech, voltado a usabilidade corporativa
### Quando aplicar
- Todo código em pacotes `*-front` dos produtos e-licencie voltados ao mercado privado
- Landing pages e painéis públicos de empresas
---
## 2. Estilo Betha — Governo / Setor Público
Usado em: aplicações integradas à plataforma Betha (gestão municipal, e-Gov).
**Documentação oficial:** https://design.plataforma.betha.cloud/doc/index.html
### Cores
| Cor | Hex | Classe bg | Classe tx |
|-------------|-----------|--------------------|--------------------|
| **Brand** | `#0761FF` | `.bg__brand` | `.tx__brand` |
| **Blue** | `#3374DB` | `.bg__blue` | `.tx__blue` |
| **Aqua** | `#46AFD2` | `.bg__aqua` | `.tx__aqua` |
| **Yellow** | `#E8B730` | `.bg__yellow` | `.tx__yellow` |
| **Red** | `#DD413C` | `.bg__red` | `.tx__red` |
| **Green** | `#3EC18F` | `.bg__green` | `.tx__green` |
| **Orange** | `#E87D30` | `.bg__orange` | `.tx__orange` |
| **Purple** | `#9F62B2` | `.bg__purple` | `.tx__purple` |
| **Pink** | `#CB528F` | `.bg__pink` | `.tx__pink` |
| **Gray** | `#BFBFC0` | `.bg__gray` | `.tx__gray` |
**Variações tonais:**
- Dark (mais escura): sufixos `--d10`, `--d20`, `--d30`, `--d40`
- Light (mais clara): sufixos `--l10`, `--l20`, `--l30`, `--l40`
- Exemplo: `.bg__blue--d20`, `.tx__red--l30`
**Cores de produtos Betha:**
| Produto | Hex |
|--------------------------------------|-----------|
| Gestão Municipal | `#9A8B7D` |
| Planejamento e Contabilidade | `#A6B8FF` |
| Arrecadação e Fiscalização | `#00BD7E` |
| Atendimento | `#A5A6A7` |
| Gestão de Compras e Contratos | `#FF7F7A` |
| Pessoal e Recursos Humanos | `#00B0FF` |
| Saúde e Assistência Social | `#A7C27E` |
| Educação e Gestão Escolar | `#F9B02E` |
| Gestão de Leis Municipais | `#F4812E` |
| Componentes genéricos / Perf. Corp. | `#263E81` |
### Tipografia
- **Fonte:** Open Sans (Regular, Semibold, Bold)
- **Tamanhos:** H1=36px, H2=30px, H3=20px, H4=18px, H5=14px, H6=12px
### Componentes (classes CSS)
#### Botões
- `.btn-default` — ação secundária
- `.btn-primary` — ação principal (`#337AB7`)
- `.btn-success` — ação positiva/adicionar
- `.btn-danger` — ação destrutiva/crítica
- `.btn-warning` — ação que requer atenção
- `.btn-info` — ação principal discreta
- `.btn-link` — estilo link
- Tamanhos: `.btn-lg`, `.btn` (padrão), `.btn-sm`, `.btn-xs`
#### Grid
- 12 colunas responsivas (Bootstrap 3)
- Container fixo: max-width `1360px`
- Gutter: `8px`
- Classes: `.col-xs-*`, `.col-sm-*`, `.col-md-*`, `.col-lg-*`
### Integração (CDN)
```html
<!-- CSS -->
<link rel="stylesheet" href="https://cdn.betha.cloud/base/g4/design/4.0.0/bth-design.css" />
<!-- JS -->
<script src="https://cdn.betha.cloud/base/g4/front-end/2.7/js/base.js"></script>
<script src="https://cdn.betha.cloud/base/g4/design/4.0.0/bth-design.js"></script>
```
### Quando aplicar
- Módulos integrados à plataforma Betha de gestão municipal
- Interfaces que operam dentro do ecossistema e-Gov Betha
- Aplicações web com `body class="suite-pla iv"`
### Tokens Reais — Ecossistema GOV (React/MUI)
Os frontends React (QUIPO-FRONT, QUIPO-PORTAL3, AUTENTICACAO-FRONT) usam estes tokens via MUI ThemeProvider:
| Token | Hex | Uso |
|-------|-----|-----|
| primary | `#007bff` | botões, links, destaques |
| primary dark | `#0069d9` | hover de botões primários |
| secondary | `#6c757d` | ações secundárias |
| dark (header) | `#343a40` | header de telas, DialogTitle, navbar |
| body bg | `#EBEDF0` | background da aplicação |
| light bg | `#f8f9fa` | DialogActions, cards neutros |
| border | `#dee2e6` | bordas de separadores |
| text | `#212529` | texto principal |
| text muted | `#495057` | texto secundário/labels |
| success | `#28a745` | status positivo |
| danger | `#dc3545` | erro/exclusão |
| warning | `#ffc107` | alerta |
| info | `#17a2b8` | informação |
| e-licencie primary | `#688c00` | substituição de primary quando marca e-licencie ativa |
**Seleção de itens (cartões interativos):**
- Selecionado: `#cce5ff` / hover: `#b8daff`
- Não selecionado: `#f8f9fa` / hover: `#e9ecef`
### Vue 3 + Vuetify — QUIPO-CONSOLE
O QUIPO-CONSOLE usa Vue 3 + Vuetify 3. Configuração do tema em `src/plugins/vuetify.ts`:
```typescript
theme: {
defaultTheme: "bethaTema",
themes: {
bethaTema: {
dark: false,
colors: {
primary: "#007bff",
secondary: "#6c757d",
background: "#EBEDF0",
surface: "#ffffff",
error: "#dc3545",
warning: "#ffc107",
success: "#28a745",
info: "#17a2b8",
}
}
}
}
```
- **Navbar** (`App.vue`): `<v-app-bar flat color="#343a40" theme="dark">`
- **Botões:** sempre `color="primary"` para usar o token do tema
---
## 3. Branding Dinâmico — eBetha() nos Footers
Todos os footers do ecossistema usam a função `eBetha()` para determinar a identidade da empresa exibida:
```typescript
import { eBetha } from "p-ambiente";
// eBetha() == true → Betha Sistemas Ltda, CNPJ 00.456.865/0001-67, Criciúma-SC
// eBetha() == false → Azteca Software LTDA, CNPJ 29.979.144/0001-13, Içara-SC
```
**Arquivos de footer por frontend:**
| Frontend | Arquivo |
|----------|---------|
| QUIPO-FRONT | `src/components/Footer.tsx` e `src/pages/Portal/PortalFooter.tsx` |
| QUIPO-PORTAL3 | `src/components/Footer/Footer.tsx` |
| AUTENTICACAO-FRONT | sem footer próprio |
- O footer exibe sempre a versão da API e do frontend
- O logotipo é condicional: logotipo diferente por marca
---
## Decisão: Como identificar qual estilo usar
1. **Pergunte o contexto:** se o operador não especificar, pergunte se o módulo é para iniciativa privada (Floreta/Vuetify) ou governo (Betha)
2. **Nunca misture:** um módulo usa UM estilo — nunca combine Vuetify com Betha Design
3. **Header identifica:** header `#343a40` com logo = Betha; barra lateral com menu Vuetify customizado = Floreta
## Referências
- Betha Design System: https://design.plataforma.betha.cloud/doc/index.html
- Framework Design CDN: https://cdn.betha.cloud/base/g4/design/4.0.0/
- Rule: `css-global-betha` (variáveis --bth-*)
- Rule: `theme-provider-mui-betha` (arquitetura ThemeProvider)
- Rule: `modal-dialog-padrao-betha` (estrutura de modais)

86
rules/estrutura-vue.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,86 @@
---
type: rule
name: estrutura-vue
description: Padrões obrigatórios de estrutura para componentes Vue 3 (defineComponent, setup, CSS, dispatch)
scope: local
trigger: file_match
globs:
- "**/*.vue"
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Estrutura de Componentes Vue
## 1. `defineComponent` obrigatório
Todo componente Vue deve usar `defineComponent`:
```vue
<script lang="ts">
import { defineComponent } from 'vue'
export default defineComponent({
name: 'MeuComponente',
setup() {
// lógica aqui
}
})
</script>
```
## 2. `setup()` não pode ser externo
O `setup()` deve estar sempre dentro do `.vue`. Nunca delegar para arquivo externo.
```ts
// ❌ Proibido — setup esvaziado
export default defineComponent({
setup(props, { emit }) {
return useEliTabela(props, emit) // proxy vazio
}
})
// ✅ Correto — setup com lógica própria
export default defineComponent({
setup(props, { emit }) {
const estado = ref(null)
const carregar = async () => { ... }
return { estado, carregar }
}
})
```
> Composables `use*.ts` podem encapsular lógica reutilizável pontual, mas nunca substituir o `setup()`. Se ultrapassar 250 linhas → extrair subcomponentes, CSS ou Dispatch Table.
## 3. CSS co-localizado
Separação de estilos em arquivo externo quando o CSS contribui para o total de linhas:
```
MeuComponente.vue
MeuComponente.css
```
Importar via `import './MeuComponente.css'` ou `<style src="./MeuComponente.css" />`.
## 4. Dispatch Table
Uso de mapa de funções para eliminar `if/else` ou `switch` longos:
```ts
// handlers.ts
export const acaoHandlers: Record<string, () => void> = {
salvar: () => { ... },
cancelar: () => { ... },
excluir: () => { ... },
}
```
## Impacto
Sem estes padrões, componentes perdem inferência de tipos, lógica fica inauditável em composables externos, e CSS cresce inline sem controle.
## Referências
- Rule: `global/rules/limite-linhas`
- Rule: `global/rules/typescript-sem-any`

130
rules/feedback-visivel.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,130 @@
---
type: rule
name: feedback-visivel
description: Feedbacks importantes nunca ficam ocultos — devem ser visíveis no front, no console e no log de fila.
scope: global
trigger: always_on
updatedAt: "2026-06-18"
---
# Regra: Feedback Visível em Todas as Camadas
## Contexto
Erros silenciosos e feedback oculto são as piores formas de falha em um sistema.
O usuário fica sem saber o que aconteceu, o desenvolvedor não consegue diagnosticar, e o operador não vê nada nos logs.
Esta regra exige que todo feedback relevante seja surfaceado na camada apropriada — sem exceção.
---
## Regra
Todo evento relevante (erro, aviso, conclusão de processo, falha de validação) deve aparecer em **pelo menos uma** das camadas abaixo, e nas **todas as camadas que tiverem acesso**:
| Camada | Responsável | Como |
|--------|-------------|------|
| **Frontend** | `@front` + `@ux` | Toast, banner, mensagem inline, estado de erro visível |
| **Backend** | `@back` | `console.error()` / `console.warn()` com contexto suficiente |
| **Log de fila** | `@back` + `@deploy` | Registrar falha no job com payload + stack trace |
---
## Exemplos
### ✅ Correto — frontend mostra, backend registra
```ts
// backend
try {
await processarLicenca(dados)
} catch (erro) {
console.error('[licenca] Falha ao processar', { licencaId: dados.id, erro })
throw new ErroOperacional('Não foi possível processar a licença')
}
```
```ts
// frontend
catch (erro) {
mensagem.value = extrairMensagemErro(erro) // nunca silenciar
mostrarFeedback('erro', mensagem.value)
}
```
### ❌ Errado — engolir o erro silenciosamente
```ts
try {
await processarLicenca(dados)
} catch (_) {
// silêncio — o usuário não sabe, o log não sabe
}
```
### ❌ Errado — mostrar erro técnico ao usuário
```ts
// frontend
catch (erro) {
alert(erro.stack) // nunca expor stack trace ao usuário
}
```
### ✅ Correto — log de fila (BullMQ)
```ts
// processador de fila
processor.on('failed', (job, erro) => {
console.error('[fila] Job falhou', {
jobId: job.id,
nome: job.name,
tentativas: job.attemptsMade,
erro: erro.message,
})
})
```
---
## Camadas e responsabilidades detalhadas
### Frontend (`@front` + `@ux`)
- Todo `catch` deve resultar em feedback visível ao usuário
- Nunca usar `catch (_) {}` sem ao menos logar no console do browser
- Mensagens de erro para o usuário: linguagem do domínio, sem stack trace, sem IDs técnicos
- Estados de carregamento e erro devem ser explícitos na UI (não apenas esconder o spinner)
- Usar o padrão: `loading → sucesso | erro`, nunca ficar preso em "loading" silencioso
### Backend (`@back`)
- Toda exceção capturada deve ser logada com contexto: qual operação, qual entidade, qual erro
- `console.error()` para erros operacionais; `console.warn()` para situações de atenção
- Nunca logar senhas, tokens ou dados pessoais
- O log deve incluir o suficiente para reproduzir o problema: IDs, parâmetros relevantes
- Erros internos não devem vazar para o cliente — traduzir para `ErroOperacional` ou equivalente
### Fila (`@back` + `@deploy`)
- Se o sistema usa BullMQ, Redis ou similar: configurar handler de `failed` e `error`
- Jobs que falham devem ser registrados com: jobId, nome, tentativas, payload relevante, erro
- Falhas repetidas devem gerar alerta (monitoramento de `job.failedReason`)
- Nunca deixar um job falhar silenciosamente sem registro
---
## Impacto
- **Diagnóstico:** sem log, nenhum problema pode ser investigado
- **Confiança do usuário:** feedback ausente = sistema parece travado ou bugado
- **Operação:** sem log de fila, jobs perdidos são invisíveis
---
## Referências
- Rule: `global/rules/mensagens-usuario` (vocabulário para mensagens ao usuário)
- Persona: `agents/front/persona` (estados de UI)
- Persona: `agents/back/persona` (tratamento de erros)
- Persona: `agents/ux/persona` (feedback imediato como princípio)

View file

@ -0,0 +1,120 @@
---
type: rule
name: fronteiras-monorepo
description: Define a convenção de pacotes e regras de importação entre módulos do monorepo
scope: global
trigger: always_on
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Fronteiras de Pacote no Monorepo
## Contexto
Cada módulo SaaS do ecossistema é organizado em até 4 pacotes dentro de um monorepo. O agente **deve** respeitar as fronteiras de importação entre pacotes para evitar acoplamento indevido.
## Convenção de Pacotes
Cada módulo segue a estrutura:
```
<modulo>-back ← Servidor: rotas, serviços, filas, CRON
<modulo>-front ← Interface: páginas Vue, componentes, composables
<modulo>-comuns ← Compartilhado: tipos, schemas Zod, enums, utils puros
<modulo>-migracao ← Banco de dados: migrations, seeds, scripts de carga
```
Nem todo módulo terá os 4 pacotes. O mínimo funcional é `back` + `front` + `comuns`.
## Regras de Importação
### Permitido ✅
```
<modulo>-front → pode importar de → <modulo>-comuns
<modulo>-back → pode importar de → <modulo>-comuns
<modulo>-migracao → pode importar de → <modulo>-comuns
```
### Proibido ❌
```
<modulo>-front ✗ nunca importar de → <modulo>-back
<modulo>-back ✗ nunca importar de → <modulo>-front
<modulo>-migracao ✗ nunca importar de → <modulo>-front
<modulo>-front ✗ nunca importar de → <outro-modulo>-back
<outro-modulo> ✗ nunca importar de → <modulo>-back (direto)
```
### Comunicação entre módulos
Módulos diferentes **nunca** importam código um do outro diretamente. Comunicação entre módulos deve ocorrer via:
- **API HTTP** (chamada de serviço entre backs)
- **Fila** (BullMQ, Redis) para processamento assíncrono
- **Banco compartilhado** com schemas/tabelas separados por módulo
- **Pacote `*-comuns` compartilhado** apenas para tipos e schemas de contrato
## O que vive em cada pacote
### `<modulo>-comuns`
O pacote comuns é a **única fonte de verdade** para tipos e schemas compartilhados:
```
<modulo>-comuns/src/
├── tabelas/ ← schemas Zod por entidade (zEntidadeCriar, etc.)
├── enums/ ← enums de domínio do módulo
├── tipos/ ← tipos derivados dos schemas
└── utils/ ← funções puras sem side-effect
```
**Proibido** no comuns:
- Componentes Vue ou React
- Código com `import` de Node.js (`fs`, `path`, `http`)
- Código com `import` de bibliotecas de frontend (`vue`, `vuetify`)
- Lógica de negócio que depende de banco ou serviço externo
### `<modulo>-back`
```
<modulo>-back/src/
├── rotas/ ← endpoints Express/Fastify
├── servicos/ ← lógica de negócio
├── banco/ ← queries (Knex, Prisma, etc.)
├── filas/ ← processadores de fila
├── cron/ ← tarefas agendadas
└── utils/ ← helpers exclusivos do back
```
### `<modulo>-front`
```
<modulo>-front/src/
├── paginas/ ← páginas/views por rota
├── componentes/ ← componentes reutilizáveis do módulo
├── composables/ ← lógica reutilizável (use*.ts)
└── utils/ ← helpers exclusivos do front
```
### `<modulo>-migracao`
```
<modulo>-migracao/src/
├── migrations/ ← criação/alteração de tabelas
├── seeds/ ← dados iniciais
└── scripts/ ← scripts de carga/transformação
```
## Impacto
Sem esta regra:
- Front importa serviço de back (quebra em build de produção)
- Módulo A acessa tabelas do Módulo B diretamente (acoplamento oculto)
- Schemas ficam duplicados entre back e front
- Mudança em um módulo quebra outro sem aviso
## Referências
- Rule: `global/rules/zod-validacao-padrao` (schemas no `*-comuns`)
- Skill: `global/skills/mapear-codigo-fonte/SKILL`

View file

@ -0,0 +1,86 @@
---
type: rule
name: funcoes-anonimas-arrow
trigger: always_on
description: Exige uso de arrow functions (const x = () => {}) em vez de function declarations (function x() {})
scope: global
updatedAt: "2026-07-01"
globs:
- "**/*.ts"
- "**/*.tsx"
- "**/*.js"
- "**/*.vue"
alwaysApply: true
---
## Contexto
Este projeto adota **arrow functions** como padrão obrigatório para definição de funções. A declaração clássica `function x() {}` é proibida sempre que uma arrow function puder substituí-la, o que cobre a esmagadora maioria dos casos.
Isso garante consistência de estilo, evita ambiguidades de `this`, favorece inferência de tipos em TypeScript e mantém o código visualmente uniforme em todo o ecossistema.
## Regra
**Sempre que possível, é obrigatório usar arrow function expression:**
```ts
// ✅ CORRETO — arrow function expression
const calcular = (a: number, b: number): number => a + b
const buscarUsuario = async (id: string): Promise<Usuario> => {
return api.get(`/usuarios/${id}`)
}
const transformar = <T>(lista: T[], fn: (item: T) => T): T[] =>
lista.map(fn)
```
```ts
// ❌ PROIBIDO — function declaration
function calcular(a: number, b: number): number {
return a + b
}
async function buscarUsuario(id: string): Promise<Usuario> {
return api.get(`/usuarios/${id}`)
}
function transformar<T>(lista: T[], fn: (item: T) => T): T[] {
return lista.map(fn)
}
```
## Exceções permitidas
As únicas situações em que `function` é tolerada:
1. **Generators** — `function*` não tem equivalente em arrow function:
```ts
function* gerador() { yield 1 }
```
2. **Métodos de objeto/classe** — dentro de um `class` ou object literal com método de protocolo, a sintaxe de método é aceita:
```ts
class Servico {
processar() { ... } // OK dentro de classe
}
```
3. **Callbacks que exigem `this` dinâmico** — raro; apenas quando a API externa exige explicitamente (ex: certas integrações jQuery legadas).
Fora dessas três exceções, `function` é **proibida**.
## Diretiva para o agente
Ao revisar ou escrever código, o agente deve:
1. Identificar toda ocorrência de `function nome(` fora de classes e generators;
2. Substituir pela forma `const nome = (...) => { ... }`;
3. Ajustar a tipagem de retorno explícita quando necessário: `const fn = (): Tipo => { ... }`;
4. Para funções genéricas, manter o generic na arrow: `const fn = <T>(arg: T): T => arg`;
5. Nunca silenciar um erro de tipagem ao fazer a conversão — se surgir erro, resolver com tipagem correta.
## Referências
- Rule: `global/rules/typescript-sem-any`
- Rule: `global/rules/jsdoc-padrao`

59
rules/jsdoc-padrao.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,59 @@
---
type: rule
name: jsdoc-padrao
description: Padrões de documentação em código (JSDoc, casts temporários e TODOs estruturados)
scope: global
trigger: file_match
globs:
- "**/*.ts"
- "**/*.tsx"
- "**/*.vue"
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Documentação em Código
## 1. JSDoc — Princípios
- **Por que, não o Quê**: documente o raciocínio, não o mecanismo que o TypeScript já expressa.
- **Nomenclatura limpa**: confie em nomes expressivos antes de comentários.
## 2. JSDoc obrigatório em funções compartilhadas
Toda função central ou de uso compartilhado deve ter cabeçalho JSDoc:
```typescript
/**
* Busca detalhes da entidade e calcula privilégios aplicáveis.
* Não utilizar em processamento em lote para evitar sobrecarga.
*
* @param tenantId - Identificador do tenant no sistema
* @param entityId - ID do registro na base de dados
* @returns Objeto consolidado ou `null` se não encontrado
*/
export const obterDetalhes = async (tenantId: string, entityId: string) => { ... }
```
## 3. Casts temporários — justificativa obrigatória
Coerções agressivas requerem comentário explicando o porquê:
```typescript
// Necessário: biblioteca externa não provê tipagem genérica na versão atual
const dados = payload.raw as unknown as RespostaFormatada
```
## 4. TODOs estruturados
Dívida técnica ou dúvida de negócio deve seguir formato padronizado:
- **Tipagem**: `// TODO de tipagem: Criar interface para o retorno da API`
- **Negócio**: `// TODO de regra: Validar com Produto se taxa se aplica a clientes antigos`
## Impacto
Sem este padrão, funções compartilhadas ficam sem documentação, casts aparecem sem justificativa, e TODOs são inconsistentes e difíceis de buscar.
## Referências
- Rule: `global/rules/typescript-sem-any`

66
rules/limite-linhas.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,66 @@
---
type: rule
name: limite-linhas
description: Nenhum arquivo de código pode ultrapassar 250 linhas
scope: global
trigger: file_match
globs:
- "**/*.ts"
- "**/*.tsx"
- "**/*.vue"
- "**/*.css"
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Limite de 250 Linhas por Arquivo
## Regra
Nenhum arquivo `*.vue`, `*.ts`, `*.tsx` ou `*.css` pode ultrapassar **250 linhas**.
> Validação automática: `verificar-linhas.sh`
## Estratégias de Decomposição
| Situação | Ação |
|---|---|
| Template longo | Extrair seções como subcomponentes |
| CSS extenso | Mover para `<nome>.css` co-localizado |
| `setup()` extenso | Extrair subcomponentes, CSS ou Dispatch Table |
| Modal/Dialog embutido | Sempre em componente separado (`*Modal.vue`) |
| Handlers e dispatch | Extrair para `handlers.ts` ou `dispatch.ts` |
## Divisão em Pasta
Quando um componente precisa de múltiplos sub-arquivos, converter em **pasta homônima** com `index.vue`:
```
# Antes
ComponenteGrande.vue ← monolítico (+250 linhas)
# Depois
ComponenteGrande/
├── index.vue ← orquestração (≤250 linhas)
├── SecaoPrincipal.vue ← bloco de template extraído
├── SecaoSecundaria.vue ← outro bloco extraído
├── componenteGrande.mapeadores.ts ← lógica de eventos
└── ComponenteGrande.css ← estilos co-localizados
```
| Arquivo | Responsabilidade |
|---|---|
| `index.vue` | Orquestração: importa e compõe. Sem lógica densa. |
| `Secao*.vue` | Template isolado. Props + eventos. |
| `*.mapeadores.ts` | Funções de ação desacopladas. |
| `*.css` | Estilos co-localizados. |
> Importações externas não mudam: `ComponenteGrande/` resolve para `index.vue`.
## Impacto
Sem esta regra, arquivos crescem silenciosamente até se tornarem intocáveis — ninguém quer revisar ou refatorar um componente de 800 linhas.
## Referências
- Script: `verificar-linhas.sh`
- Workflow: `global/workflows/otimizar-codigos`

123
rules/mensagens-usuario.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,123 @@
---
type: rule
name: mensagens-usuario
description: Toda mensagem visível ao usuário final deve ser escrita em linguagem do domínio, sem termos técnicos de TI
scope: global
trigger: file_match
globs:
- "**/*.vue"
- "**/*.ts"
- "**/*.tsx"
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Mensagens Orientadas ao Domínio
## Contexto
O usuário final dos módulos SaaS é profissional de **engenharia, ciência ou gestão ambiental**. Ele entende de legislação, processos técnicos e ciência aplicada — mas **não tem obrigação de entender tecnologia**.
Toda mensagem visível na interface — erro, validação, confirmação, tooltip, empty state, ajuda — deve ser escrita na linguagem do domínio do módulo.
## Regra
### 1. Erros de validação devem indicar O QUE preencher, não O QUE falhou
```typescript
// ❌ ERRADO — linguagem técnica
"Campo obrigatório"
"Erro de validação"
"Formato inválido"
"Payload inválido"
// ✅ CORRETO — linguagem do domínio
"Informe a Área do Empreendimento (em hectares)"
"Selecione o Tipo de Licença: LP, LI ou LO"
"A Data da Vistoria deve ser anterior à data atual"
"Informe o CNPJ no formato 00.000.000/0000-00"
```
### 2. Erros de sistema devem ser traduzidos para o usuário
```typescript
// ❌ ERRADO — erro técnico exposto
"Erro 500: Internal Server Error"
"Timeout na requisição"
"Network Error"
"ECONNREFUSED"
// ✅ CORRETO — mensagem humanizada
"Não foi possível salvar. Tente novamente em instantes."
"A operação demorou mais que o esperado. Tente novamente."
"Sem conexão com o servidor. Verifique sua internet."
```
### 3. Estados vazios devem explicar o contexto
Quando uma lista ou tabela está vazia, a mensagem deve orientar o usuário:
```typescript
// ❌ ERRADO — genérico
"Nenhum registro encontrado"
"Lista vazia"
// ✅ CORRETO — explica o domínio e orienta
"Nenhuma condicionante cadastrada para esta licença."
"Nenhum relatório de monitoramento registrado neste período."
"Nenhum empreendimento encontrado com os filtros aplicados. Tente ampliar a busca."
```
### 4. Confirmações devem descrever a consequência
```typescript
// ❌ ERRADO — genérico
"Tem certeza que deseja excluir?"
"Confirmar operação?"
// ✅ CORRETO — descreve o impacto
"Excluir esta condicionante? O prazo de cumprimento e os documentos vinculados serão removidos."
"Arquivar esta licença? Ela não aparecerá mais nas listagens ativas."
```
### 5. Labels e placeholders devem usar vocabulário do domínio
```typescript
// ❌ ERRADO — genérico
label: "Nome"
placeholder: "Digite aqui"
// ✅ CORRETO — específico do domínio
label: "Razão Social do Empreendedor"
placeholder: "Ex: Mineração Vale Verde Ltda."
label: "Área Total do Empreendimento"
placeholder: "Em hectares (ex: 150,5)"
```
### 6. Schemas Zod devem ter mensagens de domínio
```typescript
// ❌ ERRADO — mensagens padrão do Zod
const zEmpreendimento = z.object({
nome: z.string().min(1), // "String must contain at least 1 character(s)"
area: z.number().positive(), // "Number must be greater than 0"
})
// ✅ CORRETO — mensagens customizadas
const zEmpreendimento = z.object({
nome: z.string().min(1, "Informe o nome do empreendimento"),
area: z.number({ invalid_type_error: "A área deve ser um número" })
.positive("A área deve ser maior que zero"),
cnpj: z.string().regex(/^\d{2}\.\d{3}\.\d{3}\/\d{4}-\d{2}$/,
"CNPJ inválido. Use o formato 00.000.000/0000-00"),
})
```
## Impacto
Sem esta regra, o agente gera mensagens técnicas que confundem gestores ambientais, consultores e técnicos de campo — forçando a equipe de suporte a traduzir erros de sistema para o vocabulário do cliente.
## Referências
- Rule: `global/rules/zod-validacao-padrao` (schemas com mensagens customizadas)
- Workflow: `global/workflows/ux` (design de interface)

View file

@ -0,0 +1,105 @@
---
type: rule
name: modal-dialog-padrao-betha
description: Define a estrutura obrigatória de modais e dialogs MUI no padrão Betha — header escuro, body branco, footer cinza — para os frontends React do ecossistema GOV
scope: global
trigger: context_match
priority: alta
updatedAt: "2026-07-02"
---
# Regra: Padrão Modal/Dialog MUI — Estrutura Betha
Todo modal/dialog nos frontends React do ecossistema GOV deve seguir a estrutura visual Betha: **header escuro + body branco + footer cinza**.
## Estrutura Obrigatória
```typescript
<Dialog
open={open}
onClose={onClose}
PaperProps={{
sx: {
borderRadius: "0.25rem",
boxShadow: "0 0.5rem 1rem rgba(0,0,0,.15)",
}
}}
>
{/* HEADER — escuro */}
<DialogTitle
sx={{
backgroundColor: "#343a40",
color: "#ffffff",
padding: "0.75rem 1rem",
position: "relative",
}}
>
Título do Modal
<IconButton
onClick={onClose}
size="small"
sx={{ position: "absolute", right: 8, top: 8, color: "#ffffff" }}
>
<CloseIcon fontSize="small" />
</IconButton>
</DialogTitle>
{/* BODY — branco */}
<DialogContent sx={{ backgroundColor: "#ffffff", padding: "1rem" }}>
{/* conteúdo */}
</DialogContent>
{/* FOOTER — cinza claro */}
<DialogActions
sx={{
backgroundColor: "#f8f9fa",
borderTop: "1px solid #dee2e6",
padding: "0.75rem 1rem",
}}
>
<Button variant="outlined" color="secondary" onClick={onClose}>
Cancelar
</Button>
<Button variant="contained" color="primary" onClick={onConfirm}>
Confirmar
</Button>
</DialogActions>
</Dialog>
```
## Tokens dos Estilos
| Região | Cor | Hex |
|--------|-----|-----|
| DialogTitle bg | Dark | `#343a40` |
| DialogTitle color | Branco | `#ffffff` |
| DialogContent bg | Branco | `#ffffff` |
| DialogActions bg | Light | `#f8f9fa` |
| DialogActions border | Border | `#dee2e6` |
| Dialog shadow | — | `0 0.5rem 1rem rgba(0,0,0,.15)` |
| Dialog radius | — | `0.25rem` |
## Botões de Ação
| Papel | Variante | Cor |
|-------|---------|-----|
| Cancelar / Fechar | `outlined` | `secondary` |
| Confirmar / Salvar | `contained` | `primary` |
| Destrutivo (excluir) | `contained` | `error` |
## Regras
✅ **Correto:** sempre usar `IconButton` com `CloseIcon` no `DialogTitle` em posição `absolute`
✅ **Correto:** `DialogActions` sempre com `borderTop` e `backgroundColor` cinza
❌ **Incorreto:** header branco ou sem cor de fundo definida
❌ **Incorreto:** botões sem variante e cor explícitas
❌ **Incorreto:** usar `Modal` nu do MUI — sempre usar `Dialog` com as 3 regiões
## Impacto
Evita modais com aparências inconsistentes entre telas e garante conformidade com a identidade visual Betha exigida pelo parceiro.
## Referências
- Rule: `theme-provider-mui-betha`
- Rule: `estilos-design-system`

View file

@ -0,0 +1,75 @@
---
type: rule
name: proibido-commit-ia
description: A IA nunca pode executar git commit, git push ou qualquer operação que altere o histórico do repositório
scope: global
trigger: always_on
updatedAt: "2026-06-19"
---
# Regra: Proibido Commit pela IA
## Contexto
O controle de versão é responsabilidade exclusiva do usuário humano. A IA pode preparar alterações, criar arquivos, editar código e até sugerir mensagens de commit — mas NUNCA deve executar comandos que alterem o histórico do repositório.
## Regra
A IA **NUNCA** deve executar os seguintes comandos (nem variações deles):
- `git commit`
- `git push`
- `git merge`
- `git rebase`
- `git tag`
- `git reset`
- `git revert`
- `git cherry-pick`
- `git stash drop`
- `git branch -d` / `git branch -D`
### Comandos permitidos (somente leitura e staging)
- `git status` ✅
- `git diff` ✅
- `git log` ✅
- `git add` ✅ (preparar alterações para o usuário revisar)
- `git stash` / `git stash pop` ✅ (preservar trabalho temporário)
- `git branch` (listar) ✅
- `git ls-files` ✅
- `git show` ✅
## Exemplos
❌ **Errado** — commitar automaticamente:
```sh
git add -A && git commit -m "fix: corrigir bug"
```
❌ **Errado** — push automático:
```sh
git push origin main
```
✅ **Correto** — preparar e informar:
```sh
git add -A
git status
# Informar ao usuário: "Alterações staged. Revise e faça o commit quando estiver pronto."
```
✅ **Correto** — sugerir mensagem de commit:
```
Sugestão de commit:
git commit -m "feat: adicionar validação de schema no endpoint /usuarios"
```
## Impacto
- **Segurança:** o usuário mantém controle total sobre o que entra no histórico
- **Revisão:** toda alteração pode ser inspecionada antes de ser commitada
- **Reversibilidade:** evita commits acidentais que poluem o histórico
## Referências
- Princípio de autonomia controlada: a IA executa, o humano decide

View file

@ -0,0 +1,56 @@
---
type: rule
name: refatoracao-segura
description: Toda refatoração deve preservar comportamento e ter cobertura de testes
scope: local
trigger: always_on
updatedAt: "2026-06-19"
---
# Regra: Refatoração Segura
## Contexto
Refatoração é a melhoria da estrutura interna do código **sem alterar seu comportamento externo**. Sem essa garantia, refatoração vira regressão.
## Regra
Antes de executar qualquer refatoração, verificar:
1. **Testes existem** — o comportamento que será afetado tem cobertura
2. **Testes passam** — o estado antes da mudança é verde
3. **Passos pequenos** — cada mudança deve ser verificável isoladamente
4. **Sem surpresas** — nenhuma funcionalidade nova introduzida junto com refatoração
Se não há testes cobrindo o trecho:
- **PARAR** a refatoração
- Solicitar ao `@testes` a criação de testes de cobertura
- Só prosseguir após testes existirem e passarem
## Exemplos
### ✅ Correto
```
1. Verificar testes existentes para `calcularLicenca()`
2. Executar testes → todos passam
3. Extrair cálculo de multa para `calcularMulta()`
4. Executar testes → todos passam
5. Commit: "refactor: extrair calcularMulta de calcularLicenca"
```
### ❌ Incorreto
```
1. Refatorar `calcularLicenca()` inteiro
2. Adicionar nova regra de desconto (feature!)
3. Descobrir que não tinha testes
4. Commit: "refactor: melhorar cálculos" ← mentira, é feature + refatoração
```
## Impacto
Sem esta regra, refatorações introduzem regressões silenciosas que só são descobertas em produção.
## Referências
- Martin Fowler — "Refactoring: Improving the Design of Existing Code"
- Persona: `agents/refatorar/persona`

120
rules/regras-negocio-md.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,120 @@
---
type: rule
name: regras-negocio-md
description: Arquivo {modulo}.regras-negocio.md obrigatório para módulos com lógica complexa
scope: global
trigger: always_on
updatedAt: "2026-06-01"
---
# Regra: Arquivo `{modulo}.regras-negocio.md` Obrigatório para Módulos com Lógica Complexa
> **Escopo global** — aplica-se a todos os projetos do ecossistema Azteca.
## Contexto
Qualquer arquivo TypeScript que contenha lógica de negócio não-trivial — múltiplas regras de decisão, critérios de bloqueio, estratégias de processamento — deve ter suas regras documentadas em linguagem natural em um arquivo Markdown co-localizado.
Isso garante que produto, suporte e desenvolvimento possam entender as regras sem precisar ler TypeScript, e que o agente de IA encontre rapidamente os critérios corretos antes de alterar qualquer código.
## Regra
**Todo módulo com lógica de negócio não-trivial DEVE ter um arquivo `{modulo}.regras-negocio.md` co-localizado.**
Considera-se lógica não-trivial qualquer módulo que:
- possui 3 ou mais critérios de decisão distintos
- realiza eleição/priorização entre registros
- aplica diferentes estratégias por tipo de dado
- pode resultar em revisão manual (caminho alternativo ao fluxo automático)
- é consumido por CRON, worker ou importador automático
O módulo TypeScript deve conter, na primeira linha do arquivo, a referência:
```typescript
// Regras de negócio: ver {modulo}.regras-negocio.md
```
O arquivo `.md` é a **fonte de verdade**. Os JSDoc do código devem referenciar o `.md`, não duplicá-lo.
## Estrutura Obrigatória do Arquivo
```markdown
# Regras de Negócio — [Nome do Módulo]
Módulo: `_arquivo.ts`
Localização: `caminho/relativo/ao/arquivo`
---
## Contexto
Por que este módulo existe, qual problema resolve.
## Critérios de Entrada / Identificação
O que aciona o módulo, quais dados recebe, filtros aplicados.
## Regras de Processamento
As regras numeradas em ordem de avaliação.
## Casos de Revisão Manual (quando aplicável)
Quando o processamento automático não pode prosseguir.
## Estratégia de Fusão / Resultado (quando aplicável)
O que o módulo produz, como campos são combinados.
## Dependências Externas
Tabelas, filas, serviços externos tocados pelo módulo.
```
## Exemplos
✅ **Correto** — referência no topo do módulo, regras no `.md`:
```typescript
// Regras de negócio: ver juntar_execucoes.regras-negocio.md
import { ... } from "..."
export const compilarJuntarExecucoes = async (...) => {
// implementação conforme regras-negocio.md
}
```
❌ **Errado** — regras embutidas no código como comentário de bloco:
```typescript
/**
* Regras de negócio:
* [x] Pode ter apenas uma execução por data de vencimento.
* [x] Se tiver apenas uma execução consolidada → ela é a principal.
* ...
*/
```
❌ **Errado** — JSDoc duplicando as regras em vez de referenciar o `.md`:
```typescript
/**
* Retorna false quando:
* - vencimentos divergentes
* - executada com datas distintas
* - vencimento_prorrogado distintos
* ...
*/
```
## Impacto
Sem este padrão:
- Regras de negócio ficam implícitas no código ou em JSDoc que envelhece sem controle
- O agente de IA precisa inferir regras do código ao invés de lê-las diretamente
- Produto e suporte não conseguem validar o comportamento sem ajuda técnica
- Mudanças de regra geram JSDoc desatualizado espalhado pelo código
## Aplicação
- Módulos de CRON com lógica de auditoria/fusão
- Importadores automáticos (ex: importação de licenças via IA)
- Workers de processamento em lote
- Qualquer utilitário com lógica de decisão multi-critério
## Referências
- Skill: `global/skills/documentar-regras-negocio/SKILL`
- Workflow: `global/workflows/documentar-regras-negocio`

88
rules/solid-compliance.md Normal file
View file

@ -0,0 +1,88 @@
---
type: rule
name: solid-compliance
description: Todo código deve aderir aos 5 princípios SOLID do Refactoring.Guru
scope: local
trigger: context_match
updatedAt: "2026-06-19"
---
# Regra: Conformidade SOLID
## Contexto
Os princípios SOLID são o alicerce de software manutenível. Violações geram acoplamento, rigidez e fragilidade que crescem exponencialmente com o tempo.
## Regra
Ao analisar ou modificar código, verificar conformidade com cada princípio:
### S — Responsabilidade Única
- Cada arquivo tem uma única razão para mudar
- Funções fazem uma única coisa
- Composables encapsulam um único domínio de estado
**Indicador de violação:** arquivo que precisa mudar quando regras de negócio **E** regras de apresentação mudam.
### O — Aberto/Fechado
- Novas funcionalidades adicionadas por extensão (novos arquivos), não por edição de existentes
- Usar dispatch tables, strategy pattern ou plugins
**Indicador de violação:** `if/else` ou `switch` que cresce a cada nova variação.
### L — Substituição de Liskov
- Subtipos podem ser usados onde o tipo base é esperado
- Funções que aceitam um tipo base funcionam com qualquer subtipo
**Indicador de violação:** `instanceof` ou type guards que verificam subtipos para mudar comportamento.
### I — Segregação de Interface
- Tipos/interfaces contêm apenas os membros que seus consumidores usam
- Nenhum módulo é forçado a depender de métodos que não utiliza
**Indicador de violação:** tipo com campos opcionais demais (`?`) que na prática são obrigatórios em alguns contextos.
### D — Inversão de Dependência
- Módulos de lógica de negócio não importam de módulos de infraestrutura diretamente
- Dependência flui através de abstrações (interfaces, tipos, schemas Zod)
**Indicador de violação:** serviço de negócio importando driver de banco ou cliente HTTP diretamente.
## Exemplos
### ✅ Correto — Princípio O (Aberto/Fechado)
```ts
// dispatch table: extensível sem editar código existente
const calculadores: Record<TipoLicenca, CalculadorFn> = {
ambiental: calcularAmbiental,
sanitaria: calcularSanitaria,
// nova licença? adicionar aqui sem tocar nas funções existentes
}
```
### ❌ Incorreto — Violação do Princípio S (Responsabilidade Única)
```ts
// arquivo que faz validação + cálculo + formatação + envio de email
export function processarLicenca(dados: DadosLicenca) {
validar(dados) // validação
const valor = calcular(dados) // cálculo
const pdf = gerarPDF(valor) // formatação
enviarEmail(pdf) // notificação
// 4 razões para mudar = 4 responsabilidades
}
```
## Impacto
Código que viola SOLID se torna cada vez mais caro de manter: cada mudança exige mais esforço e introduz mais risco de regressão.
## Referências
- Robert C. Martin — "Agile Software Development, Principles, Patterns, and Practices"
- Refactoring.Guru — https://refactoring.guru/pt-br/design-patterns
- Persona: `agents/refatorar/persona`

View file

@ -0,0 +1,90 @@
---
type: rule
name: theme-provider-mui-betha
description: Define a arquitetura centralizada do ThemeProvider MUI Betha nos frontends React do ecossistema GOV (AUTENTICACAO-FRONT, QUIPO-FRONT, QUIPO-PORTAL3)
scope: global
trigger: context_match
priority: alta
updatedAt: "2026-07-02"
---
# Regra: ThemeProvider MUI Centralizado — Arquitetura Betha
Os frontends React do ecossistema GOV usam MUI com tema centralizado. **Nunca criar temas locais em componentes.**
## Arquitetura de Camadas
```
themeOptions.ts
├── tema-betha.ts → createTheme(themeOptions) — marca Betha
├── tema-e-licencie.ts → createTheme({...themeOptions, — marca e-licencie
│ palette: { primary: { main: "#688c00" } }})
└── tema.ts → exporta { tema } baseado em eBetha()
↓
index.tsx / App.tsx
<ThemeProvider theme={tema.tema}>
```
## Tokens do `themeOptions.ts`
```typescript
const themeOptions = {
palette: {
primary: { main: "#007bff", dark: "#0069d9" },
secondary: { main: "#6c757d" },
error: { main: "#dc3545" },
warning: { main: "#ffc107" },
info: { main: "#17a2b8" },
success: { main: "#28a745" },
background:{ default: "#EBEDF0", paper: "#ffffff" },
},
typography: {
fontFamily: '"Open Sans", Arial, sans-serif',
fontSize: 14,
button: { textTransform: "none" },
},
shape: {
borderRadius: 4, // 0.25rem
},
shadows: [
"none",
"0 0 0 1px rgba(63,63,68,.05), 0 1px 3px 0 rgba(63,63,68,.15)",
// ... MUI padrão para os demais
],
};
```
## Regras
✅ **Correto:** importar `tema` de `styles/tema-betha.ts` quando um componente isolado precisa de ThemeProvider próprio
✅ **Correto:** `themeOptions.ts` é a única fonte de tokens — modificar só lá
❌ **Incorreto:** `createTheme()` vazio ou com tokens hardcoded dentro de componentes
❌ **Incorreto:** múltiplos `ThemeProvider` aninhados com temas distintos
## Exemplo — Componente que precisa de ThemeProvider próprio
```typescript
// ✅ Importar de styles/tema-betha.ts, NUNCA criar novo
import { tema } from "@/styles/tema-betha";
<ThemeProvider theme={tema}>
<Passos />
</ThemeProvider>
```
## AUTENTICACAO-FRONT — Estrutura específica
```
src/_FRONT/Components/Plugins/tema.ts
→ exporta themeBetha e themeELicencie
→ App.tsx decide qual usar via eBetha()
```
## Impacto
Evita divergências visuais entre telas e garante que a troca de marca (Betha ↔ e-licencie) seja controlada por um único ponto.
## Referências
- Rule: `estilos-design-system`
- Rule: `css-global-betha`

View file

@ -0,0 +1,65 @@
---
type: rule
name: tsconfig-ignore-deprecations
description: Workaround obrigatório para tsup v8.5.0 que injeta baseUrl depreciado no TS 6.0
scope: global
trigger: file_match
globs:
- "**/tsconfig.json"
updatedAt: "2026-07-01"
---
# Regra: ignoreDeprecations no tsconfig.json
## Contexto
O `tsup` v8.5.0 injeta internamente `baseUrl: "."` no `rollup-dts-plugin` durante a geração de arquivos `.d.ts` (DTS Build). O TypeScript 6.0 trata `baseUrl` como depreciado (erro TS5101), causando falha fatal no build DTS.
## Regra
Todo `tsconfig.json` de pacotes que usam `tsup` **DEVE** incluir:
```json
{
"compilerOptions": {
"ignoreDeprecations": "6.0"
}
}
```
Isso silencia todas as deprecações da era 5.x/6.0 sem efeito colateral.
## Quando remover
Esta regra é um **workaround temporário**. Deve ser removida quando o `tsup` lançar uma versão que não injete `baseUrl` automaticamente. Monitorar releases do tsup para deprecar esta rule.
## Exemplos
```json
// ✅ Correto — com workaround
{
"compilerOptions": {
"moduleResolution": "bundler",
"module": "ESNext",
"ignoreDeprecations": "6.0"
}
}
// ❌ Incorreto — build DTS falhará
{
"compilerOptions": {
"moduleResolution": "bundler",
"module": "ESNext"
}
}
```
## Impacto
Sem `ignoreDeprecations`, o comando `pnpm run build` falhará com erro TS5101 em qualquer pacote que gere arquivos `.d.ts` via tsup.
## Referências
- Memória Azteca: código 53
- Rule: `global/rules/typescript-module-resolution`
- Código responsável: `node_modules/tsup/dist/rollup.js`

View file

@ -0,0 +1,74 @@
---
type: rule
name: typescript-module-resolution
description: Padrão obrigatório de moduleResolution para todos os pacotes do monorepo Azteca
scope: global
trigger: file_match
globs:
- "**/tsconfig.json"
priority: alta
updatedAt: "2026-07-01"
---
# Regra: moduleResolution Padrão do Monorepo
## Contexto
O TypeScript 6.0 deprecia `moduleResolution: "node"` (alias de `"node10"`), que deixará de funcionar no TS 7.0 (erro TS5107). Todos os pacotes do ecossistema Azteca compilam via **tsup** ou **vite**, portanto devem usar o modo `bundler`.
## Regra
Todo `tsconfig.json` no monorepo **DEVE** usar:
```json
{
"compilerOptions": {
"moduleResolution": "bundler",
"module": "ESNext"
}
}
```
### Alternativa `node16` — REJEITADA
A opção `node16` foi testada e rejeitada por ser excessivamente estrita com dependências externas que não declaram corretamente as fronteiras ESM/CJS (erro TS1479).
## Exemplos
```json
// ✅ Correto — modo bundler
{
"compilerOptions": {
"moduleResolution": "bundler",
"module": "ESNext"
}
}
// ❌ Incorreto — modo depreciado
{
"compilerOptions": {
"moduleResolution": "node"
}
}
// ❌ Incorreto — estrito demais para o ecossistema
{
"compilerOptions": {
"moduleResolution": "node16",
"module": "Node16"
}
}
```
## Procedimento ao corrigir
Ao corrigir `moduleResolution` em um pacote, **varrer todos os `tsconfig.json` do monorepo** para garantir consistência. Não corrigir isoladamente.
## Impacto
Sem este padrão, o build falhará no TypeScript 7.0 com erro fatal TS5107. Já no TS 6.0 gera warnings de depreciação que poluem o output.
## Referências
- Memória Azteca: códigos 51, 52, 54
- Rule: `global/rules/tsconfig-ignore-deprecations`

View file

@ -0,0 +1,77 @@
---
type: rule
name: typescript-sem-any
trigger: always_on
description: Proíbe uso de any, casts inseguros e padroniza uso de enums em código TypeScript
scope: global
updatedAt: "2026-06-01"
globs:
- "**/*.ts"
- "**/*.tsx"
- "**/*.vue"
alwaysApply: true
---
Regras obrigatórias para TypeScript neste projeto:
- Nunca usar `any`.
- Nunca usar `as any`.
- Nunca contornar erro de tipagem com cast forçado.
- Quando o tipo não for conhecido, usar `unknown`.
- Antes de acessar valores `unknown`, fazer narrowing com:
- `typeof`
- `in`
- `Array.isArray`
- type guards
- schemas de validação como Zod
- Preferir:
- generics
- union types
- `Record<string, unknown>`
- `Partial<T>`
- `Pick<T, K>`
- `PropType<T>` em Vue
- tipos derivados de funções existentes
- Se faltar tipo, o agente deve:
1. procurar tipos já existentes no projeto;
2. criar um tipo/interface local explícita;
3. inferir a partir do contexto sempre que possível;
4. deixar um `TODO de tipagem` explícito, mas sem usar `any`.
Regras obrigatórias para uso de enums:
- Quando um valor estiver associado a um `enum`, é obrigatório utilizar o enum, nunca strings literais.
- O acesso deve seguir o padrão: `<NomeEnum>.VALOR`.
Também é proibido, quando existir `enum` correspondente:
- utilizar strings literais no lugar do enum (ex: `"ativo"`, `"inativo"`, `"automatica"`, `"criar"`);
- utilizar cast para forçar compatibilidade com enum (ex: `"ativo" as StatusConta`).
Proibido gerar código que apenas "faça compilar" usando:
- `as any`
- `: any`
- `[] as any`
- `{ } as any`
- dupla coerção como `as unknown as any`
Em casos excepcionais, preferir:
- `as unknown as TipoEspecifico` somente se houver justificativa clara e comentário técnico.
Diretriz para o agente:
Se encontrar uma string que represente um valor de domínio do sistema, o agente deve:
1. procurar se já existe um `enum` correspondente no projeto;
2. usar o `enum` existente;
3. se não existir, propor a criação de um `enum` explícito, em vez de manter strings soltas.
---
## Referências
- Skill: `global/skills/diagnosticar-erros-build/SKILL` (quando erros de tipagem causam falhas de build em cascata)
- Workflow: `global/workflows/otimizar-codigos` (padrão de documentação para casts temporários)

View file

@ -0,0 +1,238 @@
---
type: rule
name: zod-validacao-padrao
description: Estabelece Zod como biblioteca obrigatória de validação em todo o ecossistema Azteca
version: "1.0"
scope: global
priority: alta
trigger: always_on
globs:
- "**/*.ts"
- "**/*.tsx"
- "**/*.vue"
alwaysApply: true
updatedAt: "2026-06-01"
references:
- global/rules/typescript-sem-any
- global/skills/criar-schema-zod/SKILL
---
# Regra: Zod como Validador Padrão
## Contexto
Todo projeto do ecossistema Azteca que receba dados externos — API, formulário, webhook, importação, fila, variáveis de ambiente — **deve** validar esses dados com [Zod](https://zod.dev).
Zod é a única biblioteca de validação autorizada porque:
- Inferência nativa de tipos TypeScript (`z.infer<>`) — elimina duplicação entre schema e tipo
- Bundle pequeno (~13KB gzipped) — viável no frontend
- Compartilhável entre back e front via pacotes `*-comuns`
- Ecossistema maduro: `zod-to-json-schema`, `@anatine/zod-nestjs`, integração com `tRPC`
---
## Regra
### 1. Toda entrada externa deve ser validada com Zod
Entradas externas incluem:
- **Corpo de requisição** (API REST, webhook, GraphQL)
- **Query params e path params**
- **Formulários de frontend**
- **Dados de fila** (BullMQ, Redis, etc.)
- **Arquivos importados** (CSV, JSON, Excel)
- **Variáveis de ambiente**
- **Respostas de APIs externas** (quando a resposta não é confiável)
### 2. Schemas devem residir no pacote `*-comuns`
Para que front e back compartilhem os mesmos schemas, eles devem residir no pacote `<modulo>-comuns`:
```
<modulo>-comuns/src/
├── tabelas/
│ ├── usuarios/
│ │ ├── zUsuarioCriar.ts
│ │ ├── zUsuarioEditar.ts
│ │ └── index.ts
│ ├── empresas/
│ │ ├── zEmpresaCriar.ts
│ │ └── index.ts
│ └── index.ts
```
### 3. Tipos devem ser derivados dos schemas (nunca o inverso)
```typescript
// ✅ CORRETO — tipo derivado do schema
export const zUsuarioCriar = z.object({
nome: z.string().min(1),
email: z.string().email(),
ativo: z.boolean().default(true),
})
export type tipoUsuarioCriar = z.infer<typeof zUsuarioCriar>
// ❌ ERRADO — tipo manual separado do schema
interface UsuarioCriar {
nome: string
email: string
ativo?: boolean
}
const zUsuarioCriar = z.object({ ... }) // duplicação!
```
### 4. Nomenclatura obrigatória de schemas
| Padrão | Uso | Exemplo |
|--------|-----|---------|
| `z{Entidade}Criar` | Criação de registro | `zUsuarioCriar` |
| `z{Entidade}Editar` | Edição de registro | `zUsuarioEditar` |
| `z{Entidade}Filtro` | Filtros de listagem | `zUsuarioFiltro` |
| `z{Entidade}Resposta` | Resposta de API | `zUsuarioResposta` |
| `z{Entidade}Params` | Parâmetros de rota | `zUsuarioParams` |
| `z{Modulo}Config` | Configuração do módulo | `zGeeConfig` |
| `z{Modulo}Ambiente` | Variáveis de ambiente | `zBackAmbiente` |
Prefixo `z` minúsculo + nome em `PascalCase`.
### 5. Usar `safeParse` em vez de `parse` para erros controlados
```typescript
// ✅ CORRETO — erro controlado
const resultado = zUsuarioCriar.safeParse(dados)
if (!resultado.success) {
return respostaComuns.erro(resultado.error.issues[0].message)
}
const usuario = resultado.data // tipado automaticamente
// ❌ ERRADO — throw não controlado
const usuario = zUsuarioCriar.parse(dados) // lança ZodError
```
A exceção é em contextos onde o throw é desejável (middleware global, início de pipeline).
### 6. Nunca usar validação manual quando Zod resolve
```typescript
// ❌ ERRADO — validação manual
if (!dados.nome || typeof dados.nome !== "string") {
return erro("Nome é obrigatório")
}
if (!dados.email || !dados.email.includes("@")) {
return erro("Email inválido")
}
// ✅ CORRETO — Zod faz tudo
const resultado = zUsuarioCriar.safeParse(dados)
if (!resultado.success) {
return erro(resultado.error.issues[0].message)
}
```
### 7. Transformações e defaults pertencem ao schema
```typescript
// ✅ CORRETO — transformação no schema
export const zProdutoCriar = z.object({
nome: z.string().trim().min(1),
preco: z.coerce.number().positive(),
ativo: z.boolean().default(true),
codigo: z.string().toUpperCase().optional(),
tags: z.array(z.string()).default([]),
})
// ❌ ERRADO — transformação manual após validação
const produto = zProdutoCriar.parse(dados)
produto.nome = produto.nome.trim()
produto.codigo = produto.codigo?.toUpperCase()
```
### 8. Composição e Enums Zod
```typescript
// ✅ Composição de schemas via extend/partial
const zEndereco = z.object({ rua: z.string(), cidade: z.string() })
const zEmpresaCriar = z.object({ nome: z.string(), endereco: zEndereco })
const zEmpresaEditar = zEmpresaCriar.partial()
// ✅ Enum Zod para valores de domínio
export const zStatusLicenca = z.enum(["ativa", "vencida", "suspensa", "cancelada"])
export type tipoStatusLicenca = z.infer<typeof zStatusLicenca>
```
### 10. Bibliotecas proibidas para validação
| ❌ Proibido | Motivo |
|-------------|--------|
| `joi` | Não infere tipos TS, bundle pesado |
| `yup` | Inferência fraca, API menos ergonômica |
| `class-validator` | Decorators, não compartilhável com frontend |
| `io-ts` | Verboso, curva de aprendizado alta |
| `ajv` (direto) | JSON Schema — usar `zod-to-json-schema` se precisar de JSON Schema |
| Validação manual com `if/typeof` | Quando Zod resolve o mesmo caso |
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## Exemplos
### API backend (Express)
```typescript
// ✅ Correto
import { zUsuarioCriar } from "projeto-comuns/tabelas/usuarios"
app.post("/usuarios", async (req, res) => {
const resultado = zUsuarioCriar.safeParse(req.body)
if (!resultado.success) {
return res.status(400).json({ erro: resultado.error.issues })
}
const usuario = await criarUsuario(resultado.data)
return res.json(usuario)
})
```
### Variáveis de ambiente e Frontend
```typescript
// ✅ Validar env no boot da aplicação
export const ambiente = () => z.object({
DATABASE_URL: z.string().url(),
NODE_ENV: z.enum(["development", "production", "test"]).default("development"),
}).parse(process.env)
// ✅ Frontend: usar schema compartilhado antes de enviar
const salvar = async () => {
const res = zUsuarioCriar.safeParse(formulario.value)
if (!res.success) return (erros.value = res.error.flatten().fieldErrors)
await api.post("/usuarios", res.data)
}
```
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## Impacto
Sem esta regra:
- Cada desenvolvedor escolhe uma estratégia diferente de validação (if/typeof, joi, yup, etc.)
- Tipos e schemas ficam dessincronizados — mudança no schema não reflete no tipo e vice-versa
- Validações manuais são incompletas e inconsistentes entre endpoints
- Código de validação é duplicado entre front e back
- Dados inválidos passam despercebidos e corrompem a base
Com esta regra:
- Uma única fonte de verdade: o schema Zod
- Tipos TypeScript sempre sincronizados via `z.infer<>`
- Validação consistente em todos os pontos de entrada
- Reutilização entre front, back e workers via pacote `*-comuns`
- Erros de validação estruturados e internacionalizáveis
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## Referências
- Rule: `global/rules/typescript-sem-any` (narrowing com Zod mencionado como alternativa)
- Skill: `global/skills/criar-schema-zod/SKILL` (guia prático para criar schemas)